"Heaven is closer than you think" ... uma selecção de fotografias tiradas por Amy Harrity na sua mais recente viagem à Grécia!
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sábado, 18 de julho de 2015
sábado, 6 de junho de 2015
A Luta pela Terra
"Existem dezenas de milhares de famílias brasileiras que vivem em acampamentos à beira das estradas em vários pontos do país. São famílias de sem-terra que aos poucos vão-se juntando e formando verdadeiras cidades, às vezes com uma população de mais de 10 mil habitantes.
As condições de vida são as mais rudimentares; falta tudo: água, alimentação, instalações sanitárias, escola para as crianças, assistência médica, etc. Além disso, essas pessoas vivem em grande insegurança, sujeitas às provocações e violências por parte dos jagunços e outras forças de repressão organizadas pelos latifundiários, que temem a ocupação de suas propriedades improdutivas. A situação nessas "cidades" é de facto pior que a dos campos de refugiados na África, pois os sem-terra não contam com a protecção das autoridades, não recebem assistência institucional e nenhuma organização humanitária ou a Organização das Nações Unidas lhes presta socorro.
Seja como for, os deserdados da terra alimentam a esperança de melhores dias. E uma coisa é certa: não querem mais fugir para as cidades, que já não podem absorvê-los, dar-lhes trabalho e condições dignas de vida. Preferem, pois, resguardando-se das ameaças da delinquência e da prostituição dos grandes centros urbanos, permanecer nos acampamentos à margem das estradas e esperar pela oportunidade de ocupar a terra tão sonhada, mesmo correndo risco de vida. Seus projectos são idênticos: lavrar um pedaço de terra finalmente seu, construir uma casa para a família, assegurar o sustento desta e, por meio da cooperativa a ser criada, comercializar os excedentes de sua produção agrícola, garantindo a manutenção de escola para os filhos. É esse, em síntese, o sonho comum dos sem-terra."
"Terra" de Sebastião Salgado
"Terra" de Sebastião Salgado
Brejo da Cruz
"A novidade
que tem no Brejo da Cruz
é a criançada
se alimentar de luz
Alucinados
meninos ficando azuis
e desencarnando
lá no Brejo da Cruz
Eletrizados
cruzam os céus do Brasil
na rodoviária
assumem formas mil
Uns vendem fumo
tem uns que viram Jesus
muito sanfoneiro
cego tocando blues
Uns têm saudade
e dançam maracatus
uns atiram pedra
outros passeiam nus
Mas há milhões desses seres
que se disfarçam tão bem
que ninguém pergunta
de onde essa gente vem
São jardineiros
guardas-noturnos, casais
são passageiros
bombeiros e babás
Já nem se lembram
que existe um Brejo da Cruz
que eram crianças
e que comiam luz
São faxineiros
balançam nas construções
são bilheteiras
baleiros e garçons
Já nem se lembram
que existe um Brejo da Cruz
que eram crianças
e que comiam luz."
Chico Buarque
Fotografia de Sebastião Salgado em "Terra"
Chico Buarque
Fotografia de Sebastião Salgado em "Terra"
domingo, 24 de maio de 2015
Chá, Ruanda
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| "Colheita de folhas numa plantação perto de Cyangugu, que produz um chá de alta qualidade. Ruanda, 1991" |
"A produção do chá no Ruanda é uma actividade relativamente recente. As primeiras plantações ficaram numa área próxima das fronteiras do Uganda e do Congo Belga (actual Zaire), e dependeram do investimento privado nos anos 40. Na década seguinte, deu-se o desenvolvimento de plantações na direcção do sul do lago Kivu, perto da cidade de Cyangugu.
Os terrenos do chá são próprios para plantações nas melhores condições ecológicas, acima da «cintura do café», nos montes mais elevados do planalto central, e nos contrafortes da cordilheira Congo/Nilo, bem como nos pântanos a grande altitude. O Ruanda é um dos poucos países a usar pauis para plantar chá e o resultado é uma produção maior, embora os ditos pauis exijam mais cuidados do que as outras regiões de cultivo.
(...)
(...)
O desenvolvimento da produção do chá foi uma consequência da necessidade de diversificar, para libertar o país de uma exportação de monocultura - o café - e para ajudar a criar postos de trabalho para os mais pobres do Ruanda; a indústria do chá emprega 15.000 pessoas.
(...)
Considerado um dos melhores do mundo, o chá ruandiano é exportado principalmente para Inglaterra, Irlanda, Paquistão, Estados Unidos e Emirados Árabes. Muitas vezes utiliza-se para enriquecer chás vendidos internacionalmente com outras etiquetas - e preços mais altos."
Sebastião Salgado em "Trabalho"
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
quinta-feira, 25 de dezembro de 2014
domingo, 21 de setembro de 2014
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
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