quinta-feira, 18 de julho de 2013
Silence is Grey
Nestas, aproveitava não só para observar o nascer do sol sobre o mar de Barcelona mas também para fotografar.
Fotografias cinzentas e minimalistas! Tal como o silêncio?
quarta-feira, 17 de julho de 2013
Os Mundos Imaginários de Tristram Lansdowne
Gosto do surrealismo patente nestes mundos imaginários de Tristram Lansdowne!
A fazer lembrar "As Cidades Invisíveis" de Italo Calvino!
A fazer lembrar "As Cidades Invisíveis" de Italo Calvino!
E inspira a escrever! :)
terça-feira, 16 de julho de 2013
" ... na Grécia ... cada paragem é uma pedra ao longo de um caminho assinalado pelos deuses. São estações de descanso, de oração, de meditação, de feito, de sacrifício, de transfiguração. (...) As próprias rochas, e em nenhum outro lugar da Terra foi Deus tão pródigo com elas como na Grécia,
são símbolos de vida eterna. Na Grécia as rochas são eloquentes: os homens podem morrer, mas as rochas nunca. Num lugar como Hidra, por exemplo, sabemos que quando um homem morre se torna parte da sua rocha nativa. Mas esta é uma rocha viva, uma onda de energia divina suspensa no tempo e no espaço, criando uma pausa de longa ou curta duração na infindável melodia. Hidra foi inscrita na partitura musical da criação por um hábil calígrafo. É uma daquelas pausas divinas que permitem ao músico, quando reata a melodia, avançar de novo numa direcção totalmente nova. Nesta altura, podemos muito bem deitar a bússola fora. Para avançar no sentido da criação precisamos de bússola? Depois de tocar nesta rocha perdi todo o sentido de direcção terrena. O que me aconteceu deste ponto em diante inscreve-se na natureza da progressão, não da direcção. Tinha deixado de haver uma meta para além: integrei-me no Caminho. Daí em diante, cada estação assinalava um progresso numa nova latitude e longitude espiritual."
"O Colosso de Maroussi" de Henry Miller
sábado, 13 de julho de 2013
"Ter opiniões definidas e certas, instintos, paixões e carácter fixo e conhecido - tudo isto monta ao horror de tornar a nossa alma um facto, de a materializar e tornar exterior. Viver é um doce e fluido estado de desconhecimento das coisas e de si próprio e o único modo de vida que a um sábio convém e aquece.
Saber interpor-se constantemente entre si próprio e as coisas é o mais alto grau de sabedoria e prudência.
A nossa personalidade deve ser indevassável, mesmo por nós próprios: daí o nosso dever de sonharmos sempre, e incluirmo-nos nos nossos sonhos, para que nos não seja possível ter opiniões a nosso respeito.
E especialmente devemos evitar a invasão da nossa personalidade pelos outros. Todo o interesse alheio por nós é uma indelicadeza ímpar. O que desloca a vulgar saudação - como está? - de ser uma indesculpável grosseria e o ser ela em geral absolutamente vã e insincera."
"Máximas" de Bernardo Soares
sexta-feira, 12 de julho de 2013
"Manter a mente vazia é uma proeza, e para mais uma proeza muito saudável. Estar silencioso o dia inteiro, não ver nenhum jornal, não ouvir rádio, não escutar tagarelices, estar perfeita e completamente ocioso, perfeita e completamente indiferente ao destino do mundo é o mais excelente remédio que um homem pode administrar a si mesmo. A cultura livresca esvai-se gradualmente; os problemas fundem-se e dissolvem-se, os laços são suavemente cortados; pensar, quando nos dignamos dar-nos a esse luxo, torna-se muito primitivo; o corpo transforma-se num instrumento novo e maravilhoso; olhamos para as plantas, pedras ou peixes com olhos diferentes; perguntamo-nos o que pretendem as pessoas realizar com as suas actividades frenéticas ...
(...)
A ausência de jornais, a ausência de notícias acerca do que os homens estão a fazer em diferentes partes do mundo para tornar a vida mais suportável ou insuportável é a maior das dádivas. Se pudéssemos pura e simplesmente eliminar os jornais, estou certo de que isso constituiria um grande avanço. Os jornais engendram mentiras, ódio, ganância, inveja, desconfiança, medo, maldade. Nós não precisamos da verdade como ela nos é servida nos jornais diários. Precisamos de paz, solidão e ociosidade."
Henry Miller em "O Colosso de Maroussi"
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Que tipo de utilizador de bicicleta és tu?
Cyclemon ... gostei desta série de ilustrações que têm como objectivo representar de forma criativa os mais diversos tipos de utilizadores de bicicleta! Desde o "vintage guy" ao "traveller"!
"O Yoga da Alimentação" de Omraam Mikhaël Aïvanhov
Ora aqui está um pequeno "manual" cuja leitura recomendo vivamente!
Faz-nos meditar, reflectir e como tal publiquei em posts anteriores alguns excertos que "chamaram particularmente a minha atenção"!
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