terça-feira, 8 de abril de 2014

"Caminho sempre para ti
com todo o meu caminhar
pois quem sou eu e quem és Tu
só nós o compreendemos."

Rainer Maria Rilke

domingo, 6 de abril de 2014

Jiwoon Pak

"The horizon"

"Lullaby"

"Crow Island"

"Withered Season"

"Metamorphosis"

"Abandoned Cuckous"


"Lotus Dream"


 
"Peony Girl"



Jiwoon Pak

"O chá é uma obra de arte e precisa de uma mão mestra que faça sobressair as suas mais nobres qualidades.
(...)
Cada preparo das folhas tem a sua individualidade, a sua afinidade especial com a água e o calor, as suas memórias hereditárias a recordar, o seu próprio método de contar uma história."

Kakuzo Okakura  em "O Livro do Chá"

sábado, 5 de abril de 2014

"Perguntas-me, como me apaixonei, eu poderia dizer-te que por pavor ao tédio, mentiria, tu sabes que eu estaria a mentir, tudo me aconselhava a manter-me fora do circuito em que se perdem as almas, ...
(...)
E depois, sabes, havia aquela música indefinível que todas as coisas murmuram quando subitamente percebes que estás apaixonado, e não era nada físico, quero dizer não me apaixonei por uns olhos ou por uma voz, que é a forma mais simples de nos expormos à piedade dos outros, apaixonara-me por um mistério e pela diferença, e era isso que se inscrevia num corpo, num só corpo, nas suas mãos e nos seus lábios, nas suas palavras e no seu desejo, que era o meu desejo, bem sei, e por isso ele existia em mim e eu quase deixara de existir, por ele, em mim."
 
António Mega Ferreira  em "Lisboa Song"

quinta-feira, 3 de abril de 2014

" - Nefelomancia, respondeu o homem, é uma palavra grega, nefelos significa nuvem e mancia adivinhar, a nefelomancia é a arte de adivinhar o futuro observando as nuvens, ou melhor, a forma das nuvens, porque nesta arte a forma é a substância e por isso eu vim de férias para esta praia, porque um amigo meu da aeronáutica militar que trabalha em meteorologia garantiu-me que no Mediterrâneo não existe outra costa como esta onde basta um instante para as nuvens se formarem no horizonte. E assim como se formam, desaparecem, e é precisamente nesse instante que o verdadeiro nefelomante tem de exercitar a sua arte, para compreender aquilo que a forma de determinada nuvem anuncia antes que o vento a dissipe, antes que se transforme em ar transparente e passe a ser céu.
(...)
Apontou o dedo ao mar.
- Vês aquela nuvenzinha branca ali ao fundo?, segue o meu dedo, mais para a direita, até chegares ao promontório.
- Já vi, disse Isabella.
Era um pequeno novelo que rolava no ar, lá muito longe, no céu de esmalte.
- Observa-a bem, disse o homem, concentra-te, a nefelomancia requer uma intuição rápida, mas a reflexão é indispensável, não percas a nuvem de vista.
(...)
- Abriu-se agora para os lados, exclamou Isabella, parece que ganhou asas.
- Borboleta, disse o homem com um ar entendido, e a borboleta só tem um significado, podes ter a certeza.
- Qual é ele?, perguntou Isabella.
- As pessoas que têm conflitos existenciais deixarão de os ter, as pessoas que estão separadas voltarão a reunir-se e a sua vida terá a graciosidade do voo de uma borboleta, Estrabão, página vinte e seis do livro principal."
 
Antonio Tabucchi  em "O Tempo Envelhece Depressa"

sábado, 29 de março de 2014

Sobre a poesia de Rainer Maria Rilke

"Era uma poesia de ambiente, que aspirava vagamente a qualquer coisa que havia de vir, vagamente nostálgica de qualquer coisa que já não existia. Era perfeita no seu género sentimental, sensível e subtil. Um tema que frequentemente o inspirava era o que vivia de estranho e de misterioso na vida, não na vida vivida ou visível, mas na que era sentida, por intuição, sob o ponto de vista da unidade:

Os sonhos são para mim como as orquídeas,
Esplendorosas e alegres.
Da árvore gigantesca da vida
Extraem sua força.
Orgulhosos do seu sangue emprestado,
Eles se vangloriam, e depois vacilam.

Um segundo mais tarde, empalidecem e morrem.
E, como universos acima de nós,
Movem-se silenciosamente.
Não sentis um perfume no ar?
Os sonhos são para mim como as orquídeas."


"Correspondência Amorosa" de Rainer Maria Rilke & Lou Andreas-Salomé

domingo, 23 de março de 2014

"Há um encanto subtil no paladar do chá que o torna irresistível e susceptível de idealização. Os humoristas ocidentais não demoraram a misturar a fragrância do seu pensamento com o aroma do chá. Este não tem a arrogância do vinho, a consciência de si próprio do café, nem a inocência afectada do cacau."

Kakuzo Okakura  em "O Livro do Chá"

sexta-feira, 21 de março de 2014

A minha pequena "horta" de ervas aromáticas ... :)



 
Podem adquirir aqui !
 
 
"Tapa-me a luz dos olhos: continuarei a ver-te
Tapa-me os ouvidos: continuarei a ouvir-te
E embora sem pés caminharei para ti
E já sem boca poderei ainda convocar-te.
Arranca-me os braços: continuarei abraçando-te
Com o meu coração como com a mão
Arranca-me o coração: ficará o cérebro
E se o cérebro me incendiares também por fim
Hei-de então levar-te no meu sangue."
 
Rilke a Lou Andreas-Salomé

sexta-feira, 7 de março de 2014

A moda de Picasso








 
Inspirando-se nas famosas pinturas de Pablo Picasso, o talentoso fotógrafo espanhol Eugenio Recuenco concebeu esta criativa série de fotografias de moda!
"De começo o chá era um remédio e transformou-se numa beberagem. Na China, no século oito, entrou no reino da poesia como um dos divertimentos polidos. O século quinze viu o Japão enobrecê-lo ao torná-lo numa religião de estética - Cháismo.
O Cháismo é um culto baseado na adoração do que é belo entre os factos sórdidos da existência diária. Incute pureza e harmonia, o mistério da caridade mútua, o romantismo da ordem social. Consiste essencialmente numa adoração do Imperfeito, já que é uma tentativa terna de atingir algo possível nesta coisa impossível a que chamamos vida.
A Filosofia do Chá não é mero esteticismo na acepção vulgar do termo, porque exprime, conjuntamente com a ética e a religião, todo o nosso ponto de vista a respeito do homem e da natureza. É higiene, porque impõe limpeza; é economia, porque revela o conforto que existe na simplicidade, mais do que no que é elaborado e caro; é geometria moral na medida em que define o nosso sentido de proporção face ao universo. Representa o verdadeiro espírito da democracia oriental ao fazer de todos os seus partidários aristocratas no gosto."

Kakuzo Okakura  em "O Livro do Chá"

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Monólogo

"Porque os dias foram meses
e os meses foram anos ...
Porque os minutos e segundos
se esqueceram nos tamanhos ...
Porque os sóis já não têm conta,
nasceram e morreram vezes sem fim ...
Porque múltiplas já fui em mim ...
 
Perdida nas razões,
não sei porque choro.
Ou choro por isso mesmo ser assim?
 
Não tenho certezas ...
Nem dúvidas ... Nem dores ...
Mas ... Não morri prá vida,
nem morri prós amores ..."
 
Jesus Varela

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Astronomia Poética







 
Adorei este relógio ("Midnight Planétarium"), concebido pela Van Cleef & Arpels e que irá integrar ainda este ano a colecção "complicações poéticas"!
Mostra em tempo real as posições planetárias do nosso sistema solar, sendo que cada um dos planetas é representado por uma pedra preciosa ou semi-preciosa! As estrelas indicam as horas e os minutos!
Faz meditar sobre a complicação poética de termos o universo no nosso pulso! :))