sábado, 20 de setembro de 2014

Voodoo Child :)

 
20.09.2014 (Sábado): Indoor Cycling (80' ... média de 153 bpms com picos de 177 e 728 kcals gastas).
 
19.09.2014 (Sexta-feira): Corrida (25' ccl + 6x3 rec 4' + 3' ccl ... cerca de 11 kms) + Body Pump (50').

E a um dia do lançamento do Body Pump 91, "Voodoo Child" (Body Pump 56) continua a ser uma das que mais gosto para o "trabalho de pernas"! :)

17.09.2014 (Quarta-feira): Indoor Cycling (45' ... média de 159 bpms com picos de 181 e 465 kcals gastas) + Corrida (cerca de 8 kms).

16.09.2014 (Terça-feira): Active Ball  (30') + Correcção Postural (50').

15.09.2014 (Segunda-feira): Corrida (25' ccl + 8x1' rec 2' ... cerca de 9 kms).

domingo, 14 de setembro de 2014

Teorema Fernando Pessoa

 
"Na variedade curva diferenciável FP.
as funções poéticas
B de Beleza
D1 de Deleite,
D2 de Desassossego,
E de Empatia, etc,
com argumento pessoano,
são todas contínuas e infinitamente diferenciáveis, Cºº (FP).
isto é, são suaves,
quando a plenitude e as relações de ortonormalidade
associadas aos diversos estados do poeta forem satisfeitas."
 
Orfeu B.  em "Instituto de Felicidade Teórica"

sábado, 13 de setembro de 2014

De regresso à regularidade nos treinos :)

13.09.2014 (Sábado): Indoor Cycling (48' ... média de 150 bpms com picos de 180 e 430 kcals gastas) + Indoor Cycling (47' ... média de 149 bpms com picos de 171 e 415 kcals gastas).
 
12.09.2014 (Sexta-feira): Corrida (cerca de 9 kms) + Body Pump (50').
 
11.09.2014 (Quinta-feira): Corrida (25' ccl + 6x1' rec 2' + 10' ccl) +  Active Ball (30') + Correcção Postural (50').
 
10.09.2014 (Quarta-feira): Indoor Cycling (46' ... média de 156 bpms com picos de 183 e 442 kcals gastas).
 
08.09.2014 (Segunda-feira): Corrida (cerca de 7 kms).
 
 
E o que dizer quando acabo de correr, sempre com uma bela vista para a Serra de Sintra, olho para o meu lado direito e deparo-me com um placard enorme a dizer "Lendo as Estrelas"?  Nada! Apenas sorrir! :))

O porquê da minha calma

"Pouco me importo
palavras que empresto de Camus-Collete-Ravel;
sons-imagens
souvenirs de entrecortados sonhos.
teus cabelos,
vento
neblina e surpresa
- tactear, mas logo esquecer -
palavras que invento.
 
Quantas vezes te idealizo
tendo o mesclado céu azul como fundo?
 
Ficam passagens estreitas
através das quais viver
obriga a passar;
passarás - passarei?
 
Mas, descubro que mesmo na tua ausência,
também me aqueço,
e sem cabala - conveniente invenção de meus avós -
envelheço mil mundos por noite.
 
Finalmente, nas naturezas mortas
o solitário olhar procura um ponto de contacto
para o Éden das noites infindáveis."
 
 
Orfeu B.  em "Instituto de Felicidade Teórica"

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

sábado, 6 de setembro de 2014

"O «sentimento da natureza» tal como o entendem os modernos, isto é, como um pathos lírico-subjectivo despertado na sentimentalidade do indivíduo pelo espectáculo das coisas, era quase completamente desconhecido do homem tradicional. Perante os cumes das montanhas, os silêncios das florestas, a torrente dos rios, o mistério das cavernas, e assim por diante, ele não experimentava as impressões poéticas subjectivas de uma alma romântica, mas sim sensações reais - mesmo que fossem frequentemente confusas - do supra-sensível, ou seja, de poderes - numina - que impregnavam aqueles locais; sensações essas que se traduziam por imagens variadas - génios e deuses dos elementos, das fontes, dos bosques, etc, - determinadas pela fantasia, sim, porém não arbitrária e subjectivamente, mas segundo um processo necessário."
 
Julius Evola  em "Revolta contra o Mundo Moderno"

Primavera em Nova Iorque







 

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

" ... a antiga ciência dos astros não foi de maneira nenhuma - como se afirma hoje em dia - uma divinização supersticiosa dos corpos celestes e dos seus movimentos, mas sim um conhecimento desses corpos, ordenado de maneira a poder ser ao mesmo tempo uma ciência de realidades puramente espirituais e metafísicas, expressa sob uma forma simbólica."
 
Julius Evola  em "Revolta contra o Mundo Moderno"
"Deus partiu para criar o mundo e levou consigo o seu cão."

Mito cosmogónico dos índios Kato

sexta-feira, 15 de agosto de 2014


Beira-Mar

"Mitológica luz da beira-mar
A maré alta sete vezes cresce
Sete vezes decresce o seu inchar
E a métrica de um verso a determina
Crianças brincam nas ondas pequeninas
E com elas em brandíssimo espraiar
Em volutas e crinas brinca o mar."
 
Sophia de Mello Breyner Andresen

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Há Muito

 
"Há muito que deixei aquela praia
De grandes areais e grandes vagas
Mas sou eu ainda quem na brisa respira
E é por mim que espera cintilando a maré vaza."
 
Sophia de Mello Breyner Andresen  em "Dual"

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

O Búzio de Cós

"Este búzio não o encontrei eu própria numa praia
Mas na mediterrânica noite azul e preta
Comprei-o em Cós numa venda junto ao cais
Rente aos mastros baloiçantes dos navios
E comigo trouxe o ressoar dos temporais.

Porém nele não oiço
Nem o marulho de Cós nem o de Egina
Mas sim o cântico da longa vasta praia
Atlântica e sagrada
Onde para sempre minha alma foi criada."

Sophia de Mello Breyner Andresen 

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Liberdade

"Aqui nesta praia onde
Não há nenhum vestígio de impureza,
Aqui onde há somente
Ondas tombando ininterruptamente,
Puro espaço e lúcida unidade,
Aqui o tempo apaixonadamente
Encontra a própria liberdade."
 
Sophia de Mello Breyner Andresen  em "Mar Novo"

Janice Wu









 

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Soneto de Eurydice

"Eurydice perdida que no cheiro
E nas vozes do mar procura Orpheu:
Ausência que povoa terra e céu
E cobre de silêncio o mundo inteiro.
 
Assim bebi manhãs de nevoeiro
E deixei de estar viva e de ser eu
Em procura de um rosto que era o meu
O meu rosto secreto e verdadeiro.
 
Porém nem nas marés nem na miragem
Eu te encontrei. Erguia-se somente
O rosto liso e puro da paisagem.
 
E devagar tornei-me transparente
Como morta nascida à tua imagem
E no mundo perdida esterilmente."
 
Sophia de Mello Breyner Andresen  em "No Tempo Dividido"