terça-feira, 24 de janeiro de 2017
segunda-feira, 23 de janeiro de 2017
Futuro
"Contemplamos os anos
as coisas
e os homens
como nas noites o aço
ou a maneira mais simples
de dormir
Da consciente doença
das palavras
contemplamos daqui
o lento futuro que há-de vir
incompleto e breve
nas palavras."
Maria Teresa Horta em "Jardim de Inverno"
Maria Teresa Horta em "Jardim de Inverno"
domingo, 22 de janeiro de 2017
No templo da montanha
"Noite no templo
do alto da montanha.
Posso levantar a mão,
acariciar as estrelas,
mas não ouso falar
em voz alta.
Receio assustar
os habitantes do céu."
"Poemas de Li Bai", Instituto Cultural de Macau, 1996, org. e tradução de António Graça de Abreu.
"Poemas de Li Bai", Instituto Cultural de Macau, 1996, org. e tradução de António Graça de Abreu.
sábado, 21 de janeiro de 2017
"Isto filhos, a poesia e a cozinha são irmãs."
Almôndegas de tremoço em crocante de corn flakes sobre salada de couve roxa, sultanas e mix de pimentos; purés de ervilhas com tomate seco e abóbora com canela; cornucópias de courgettes sangradas e fragmentos de polenta com cebola roxa polvilhados de rebentos.
Almoço de hoje 😋😋😋
Almoço de hoje 😋😋😋
sexta-feira, 20 de janeiro de 2017
Saudade
"Saudade já saudade
antes saudade
amor de te não ver
porque pressinto
se sinto que te ter
se sinto que te ter
é não saber
distância já agora
e que não minto
Amor de que me calo
e te não digo
amor já saudade
já instinto."
Maria Teresa Horta em "Amor Habitado"
Maria Teresa Horta em "Amor Habitado"
terça-feira, 10 de janeiro de 2017
domingo, 8 de janeiro de 2017
Inquietação
"Quero-me inquieta
de sol
a intransigência da vida
penetrou-me
a intransigência da vida
penetrou-me
bastarda de mim mesma
noites incompletas
onde me exijo urgência."
Maria Teresa Horta em "Espelho Inicial"
Maria Teresa Horta em "Espelho Inicial"
domingo, 1 de janeiro de 2017
A Casa
"Para início de conversa, apenas dizer, que na minha casa havia Nova York em hora de ponta e que na soleira da porta Marrocos espreitava os halls nas Tailândias e que pelo corredor Marraquexes, Bagdads, Beirutes, Cairos, Damascos, Babilónias penduravam-se em bengaleiro talhado a madeira Senegalesca. Convido os amigos, com certeza, muita certeza, para na sala tomarmos uma Escócia com 2 ou 3 pedras de gelo nórdicas. Fantasmagóricas Islândias, metódicas Suécias, caóticas Rússias, módicas Finlândias, caleidoscópicas miscelândias, etc's puxando Irlandas cheirando a fadas. Outras formas de enterrar os nadas. À boa velha maneira europeia, na cozinha waterlooiana, Franças e Inglaterras degladiam-se presunçosamente pelo dever das panelas fingindo não compreender que os tachos refugam-se italianamente: por Romas, cebolas, Milões, alhos, Florenças, tomates, Venezas, sais, Sicílias, azeites, Sardenhas e Toscânias com louros alentejanos. Cantando a caminho dos quartos, seria a tranquilidade Tibetana não fosse os pesadelos de Angola lembrar que a sanita está entupida de Americans ways lifes, faltam autoclismos, mecanismos que lhes dêem vazão. Quanto ao sótão, é um segredo alemão. Não falemos mais nisso. Para finalizar, apenas dizer, que à varanda está um aceno de mão transmontano que vos convida a entrar.
Entrai, por favor, entrai.
Fazei de conta que é vossa, a casa."
Jorge Serafim em "A Sul de Ti"
Fazei de conta que é vossa, a casa."
Jorge Serafim em "A Sul de Ti"
Balanço Literário de 2016
Curiosidade: média de 179 páginas por livro!
E os 04 livros que mais gostei de ler em 2016 foram:
- "Luminoso afogado" de Al Berto
- "Luminoso afogado" de Al Berto
- "Montedor" de J. Rentes de Carvalho
- "O meu irmão" de Afonso Reis Cabral
- "Sala Magenta" de Mário de Carvalho
sábado, 31 de dezembro de 2016
Canção do Tempo Fugaz
"A água corre, jamais regressa
à nascente da montanha.
A flor cai, jamais regressa
ao ramo que a sustentou.
à nascente da montanha.
A flor cai, jamais regressa
ao ramo que a sustentou.
Fugidio relâmpago, a vida,
apenas o sentir do seu passar.
Imutáveis, Céu e Terra,
tão rápida a mudança em nosso rosto."
"Poemas de Li Bai", Instituto Cultural de Macau, 1990, org. e tradução de António Graça de Abreu.
apenas o sentir do seu passar.
Imutáveis, Céu e Terra,
tão rápida a mudança em nosso rosto."
"Poemas de Li Bai", Instituto Cultural de Macau, 1990, org. e tradução de António Graça de Abreu.
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