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quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Eu sou uma pergunta

"Há um momento em que percebemos que as perguntas nos deixam mais perto do sentido, da abertura do sentido, do que as respostas. Que as respostas são úteis, sim, que precisamos delas para continuar a viver, mas que a vida transforma as próprias respostas em perguntas.
(...)
Deveríamos dedicar mais tempo a escutar essas perguntas que pulsam no nosso interior, soterradas no atordoamento dos dias, omitidas pelo pragmatismo ou pelo medo, adiadas para um momento ideal que depois nunca é.
(...)
Quando, mais tarde, nos tornarmos repetidores sonâmbulos de respostas feitas, carregados de saberes, previsões e mapas, é importante pelo menos recordarmos a nós mesmos que houve já um tempo em que as perguntas foram o contacto (consciente e fulgurante) com a vida não predeterminada. E quem sabe se essa memória nos alentará a recomeçar, como se cada pergunta fosse uma possibilidade de nascer?"


José Tolentino Mendonça  em "O Pequeno Caminho das Grandes Perguntas"

sábado, 20 de julho de 2013

Saturno, o "impostor estelar"

O excerto publicado no post anterior é uma autêntica pérola! Não pude deixar de sorrir perante algumas linhas deste humor saturnino, particularmente quando refere-se a Saturno como "o impostor estelar"! :))
Porque teria Henry Miller tanta aversão a este grande maléfico?
Por curiosidade, fui ver o seu mapa astrológico (podem também ver aqui) e o escritor tinha um Saturno a 29º de Virgem e 58' na casa 6! Ora, estava essencialmente peregrino!
Esta repulsa deixa-me tentada a investigar ... :)

domingo, 13 de maio de 2012

Inteligência de uma sociedade em transmutação

A sociedade e o modo como a inteligência do ser humano é percepcionada estão em permanente mutação.
Na Era em que actualmente vivemos, a Era da Informação ou do Conhecimento, o conceito de transdisciplinaridade ou diálogos com outras formas de conhecimento é cada vez mais uma realidade.
Apesar de estarmos inseridos numa sociedade caracterizada por uma crescente automatização e padronização, não deixa de ser curioso o seu interesse cada vez maior relativamente à inteligência espiritual ou inteligência da alma. Uma inteligência capaz de unificar dados no cérebro permitindo uma visão integrativa e holística.
Sabe-se mesmo que actualmente, empresas como a Nokia ou a Hewlett-Packard encontram-se a estudar modelos de desenvolvimento que possibilitem medir a mesma.
Reflectindo um pouco sobre o assunto, o que diferencia o material do espiritual resume-se a diferentes níveis de energia, de frequências vibratórias.
Não apenas sinto como também tudo indica que este novo conceito caminhará lado a lado com a tendência de evolução da presente Era da Informação para uma não muito distante Era Conceptual.
Nesta última, certamente que os "consumidores" não se sentirão atraídos por produtos semelhantes e impessoais, fruto da já referenciada padronização e automatização.
Procurarão, sim, ligações entre o design e as novas dimensões da dita sociedade comceptual no mesmo sentido de que também eles, "consumidores", encontram-se num processo de transmutação e evolução.
Optarão por objectos ou serviços nos quais consigam identificar uma espécie de beleza emocional e/ou espiritual e cujas funções sejam simultaneamente detentoras de alguma forma de identidade capaz de combinar ideias aparentemente desvinculadas numa visão unificada!

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Qual é o som da Segurança Social ?

Caótico? Tranquilo? Difuso?
Um cidadão grego confidenciou-me que o som da segurança social levava-o até um rio gelado que começava a estalar! Realidades irreais!
Para reflectir ...