sexta-feira, 21 de junho de 2013

Vivem em nós inúmeros

"Vivem em nós inúmeros
Se penso ou sinto, ignoro
Quem é que pensa ou sente.
Sou somente o lugar
Onde se senta ou pensa.
 
Tenho mais almas que uma.
Há mais eus do que eu mesmo.
Existo todavia
Indiferente a todos.
Faço-os calar: eu falo.
 
Os impulsos cruzados
Do que sinto ou não sinto
Disputam em quem sou.
Ignoro-os. Nada ditam
A quem me sei: eu´escrevo."
 
Ricardo Reis
 
“The biggest pipe in the world naturally comes from America. The pipe was produced for the National Tobacco Celebration which takes place every year in South Boston. Two girls find ample space in the pipe´s head.”
 
Visto aqui!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Da árdua tarefa da (re)educação de um paladar demasiado habituado a (quase) tudo o que seja extremamente yin.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Lá porque uma pessoa tem um pensamento mágico/místico numa área de vida não significa que não tenha um funcionamento racional nas restantes. Capisce?

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Nietzsche, o "filósofo punk"


 
3:26 a 3.59: "Penso que Nietzsche é o primeiro grande filósofo punk. Eu o imagino no Panteão com um piercing no nariz com dois dedos apontados na direcção do Panteão filosófico. E isso, paradoxalmente, é um aspecto positivo. Apesar de seu niilismo mais aparente, ele é o filósofo mais afirmativo porque nos incita a pensar por nós mesmos. A sua filosofia não é um guia para quem pensa como ele. É um guia para quem pensa por si mesmo."
 
33:13: "A humanidade é algo que deve ser superado. Nietzsche propõe o ideal de superar-se a si mesmo. Um ideal que ele chama de «o além do homem.» Não como um recurso metafísico além da humanidade, mas dentro das possibilidades humanas. Como podemos nós, humanos, transcendermos a nós mesmos?"

domingo, 13 de maio de 2012

Inteligência de uma sociedade em transmutação

A sociedade e o modo como a inteligência do ser humano é percepcionada estão em permanente mutação.
Na Era em que actualmente vivemos, a Era da Informação ou do Conhecimento, o conceito de transdisciplinaridade ou diálogos com outras formas de conhecimento é cada vez mais uma realidade.
Apesar de estarmos inseridos numa sociedade caracterizada por uma crescente automatização e padronização, não deixa de ser curioso o seu interesse cada vez maior relativamente à inteligência espiritual ou inteligência da alma. Uma inteligência capaz de unificar dados no cérebro permitindo uma visão integrativa e holística.
Sabe-se mesmo que actualmente, empresas como a Nokia ou a Hewlett-Packard encontram-se a estudar modelos de desenvolvimento que possibilitem medir a mesma.
Reflectindo um pouco sobre o assunto, o que diferencia o material do espiritual resume-se a diferentes níveis de energia, de frequências vibratórias.
Não apenas sinto como também tudo indica que este novo conceito caminhará lado a lado com a tendência de evolução da presente Era da Informação para uma não muito distante Era Conceptual.
Nesta última, certamente que os "consumidores" não se sentirão atraídos por produtos semelhantes e impessoais, fruto da já referenciada padronização e automatização.
Procurarão, sim, ligações entre o design e as novas dimensões da dita sociedade comceptual no mesmo sentido de que também eles, "consumidores", encontram-se num processo de transmutação e evolução.
Optarão por objectos ou serviços nos quais consigam identificar uma espécie de beleza emocional e/ou espiritual e cujas funções sejam simultaneamente detentoras de alguma forma de identidade capaz de combinar ideias aparentemente desvinculadas numa visão unificada!

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Qual é o som da Segurança Social ?

Caótico? Tranquilo? Difuso?
Um cidadão grego confidenciou-me que o som da segurança social levava-o até um rio gelado que começava a estalar! Realidades irreais!
Para reflectir ...

Audio Mostly

A preparar o paper ... ;)

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Um mero subproduto ornamental

Continuamos a consumir, em qualidade e quantidade, mais cultura inglesa, francesa, italiana, alemã, etc, do que a Europa consome cultura ibérica.
Numa altura em que considera-se fundamental aumentar as exportações, é inegável que não conseguimos deixar de ser uma nação importadora da dita mercadoria cultural.
A título de exemplo, vislumbro com tristeza um futuro negro para o cinema nacional, um cinema cada vez mais de excelência.
Por vezes tenho a sensação de que, para alguns, a cultura é um mero subproduto ornamental.

Da identidade portuguesa

A identidade ! O que é a identidade ?
Quer para o indivíduo, quer para o grupo, quer para uma nação, a identidade é um pressuposto para o qual contribui a nossa vontade de querer e poder permanecer conforme ao projecto de ser aquilo que se é.
Ora, quando penso no bilhete de identidade que cada português traz no bolso interior da sua alma, é lógico  que um dos dados que consta no mesmo é, por exemplo, o facto de termos descoberto e baptizado a Terra, de Cabo Verde à Índia, do estreito de Magalhães às Filipinas.
Mas por vezes pergunto-me se esta imagem positiva que temos de nós mesmos enquanto passado, e ainda presente nos vestígios artísticos ou literários (Jerónimos, Lusíadas, cronistas, arte barroca) , garante-nos actualmente um presente digno dela ou até mesmo o tipo de influência que exerce sobre o mesmo.
Como seria a nossa consciência tendencialmente deprimida sem esse passado ?
Será que esse mesmo passado impede-nos de investir no nosso presente uma energia e uma ambição que sempre parecerão medíocres comparadas com as do século de esplendor ?

domingo, 15 de janeiro de 2012

Da convicção

Da convicção de estar vocacionado (a) para encarnar no mais alto grau a aventura humana enquanto aventura do conhecimento puro.
E, para alguns, de vontade de poderio que a acompanha também.